Atingir
paz interior nos torna um novo indivíduo.
Paz
interior é conseguir transformar mágoas, sofrimentos, alegrias, tristezas decepções,
injustiças... Em conhecimento. Essa transformação, esse polimento, é algo que nos torna um ser cheio de paz fazendo
com que possamos nos tolerar. Tolerar a nós mesmos, graças a uma profunda paz
de consciência, então todas as coisas e pessoas do mundo são toleráveis; mas,
quando alguém , de consciência insatisfeita, não se tolera a si mesmo, nada lhe
é suportável.
A
solução não está em mudar os objetos, mas em corrigir a nós mesmos a cada
jornada, pois um dia revela conhecimento para outro dia.
A
paz é uma característica do ser, é algo qualitativo, algo que tem afinidade com
o eu sou do homem. O homem que tem plena consciência do seu divino, que tem fé, não tem motivo para
brigar ou declarar guerra a alguém por causa de bens materiais.
A
verdadeira riqueza está dentro de cada um; e mesmo que alguém o trate com injustiça,
o homem espiritual sabe que todo esse mundo quantitativo do ter é pura fantasia.
Ninguém
pode nos tirar o que somos; só o nosso ser é realmente nosso e inatingível.
Por isso, o ser humano que chega ao conhecimento de
si mesmo é inatacável; ninguém pode prejudicá-lo, ninguém pode ofendê-lo,
ninguém pode empobrecê-lo, ninguém lhe pode infligir perda de espécie alguma,
uma vez que ninguém pode obrigá-lo a perder o que ele é, e aquilo que ele tem
não o enriquece nem a sua perda o empobrece.
A
paz nasce, portanto, de uma profunda sabedoria, do conhecimento da verdade
sobre si mesmo. Quem conhece essa verdade é livre de todo o ódio, tristeza,
rancor, senso de perda e frustração.